A Natureza é uma organização com um aspecto físico e um aspecto espiritual; é um ser integral. O planeta é um ser vivo, é o organismo no qual vivemos e, portanto, somos parte de ele.

Para estabelecer uma relação perfeita com a natureza é necessário recuperar a valorização consciente do que recebemos da terra, tomar plena consciênca de que a terra nos dá comida, ar, água, vida, pelo que ter uma atitude arrogante em relação à natureza é destruidor, e é essa atitude que está causando tanto sofrimento neste momento… Não respeitamos a nossa mãe terra, é tratada como um objeto, uma coisa sem consciência, ignoramos a sua espiritualidade, o seu coração, o seu corpo. Nos tempos antigos, os elementos eram venerados com grande respeito e amor, agradecia-se a comida, o amanhecer, saudava-se os animais, as árvores, os rios, pedia-se perdão ao animal que era caçado, explicava-se que o seu sacrifício iria alimentar toda a tribo. Pedia-se perdão à árvore que era cortada, explicava-se que o seu sacrifício iria aquecer toda a tribo. Esta consciência espiritual é a espiritualidade da natureza.

Quando percebemos que somos filhos e não senhores do planeta, a nossa atitude muda. Não podemos cair na arrogância de acreditar que somos proprietários dos animais, das sementes ou do planeta, somos mais uma espécie entre todas as existentes, somos um corpo coletivo, não somos indivíduos isolados, o que fazemos afeta o nosso meio ambiente. Somos parte dessa consciência coletiva, não podemos continuar a ignorar a nossa interconexão com o planeta.

Sinais de vida inteligente

Fico em silêncio e descubro, uma inteligência não-humana que não tem olhos ou ouvidos, mas que sente, percebe e tem memória. A árvore diz-me: “Eu estou viva, procuro os nutrientes no solo, espalho as minhas raízes, abro as minhas folhas para captar a luz e a energia do sol e isto é uma forma de inteligência.”

As plantas dizem: “*identifico competidores próximos e altero os meus padrões de crescimento para competir com outras plantas. Tenho família e parentes, e reconheco quando estou perto de eles. Comporto-me de forma bastante diferente, ao lado de parentes ou estranhos. Se forem parentes não entro em competição: através das minhas raízes, divido o território de forma igual. Eu durmo, eu acordo, olho para a luz com minhas folhas *“